Circular Nº 246

Desinformações em redes sociais

Ministério e Irmandade

Publicada em 25 de fevereiro de 2026

Circular em PDF

 

Ao Ministério e Irmandade,
 
A paz de Deus.

Aconselhamos a cara irmandade a não repassar e nem a assistir vídeos e/ou áudios de publicações veiculadas na Internet que se dedicam em atacar a imagem da irmandade, Instituição e do Ministério, inúmeras vezes distorcendo fatos, com sensacionalismo e inverdades, visto ser flagrante o mau intento desse trabalho perverso. Esses que assim agem não buscam construir absolutamente nada com essa atitude, e nem se interessam em promover bem algum ao povo de Deus, desejando unicamente incentivar a confusão e a insegurança em seus ouvintes com tais materiais.

Esse tipo de trabalho é feito com o abandono da ética e da união, revelando uma postura ofensiva danosa, distinta do comportamento sereno e prudente que a fé cristã nos ensina.

Os efeitos práticos planejados dessa conduta são: disseminar discórdias, gerar confusão, perturbar a paz da irmandade, dividir sentimentos e afetar a credibilidade de instituição religiosa.

A Palavra de Deus sempre nos orientou à vigilância contra aqueles que causam males à obra. Recordamos a advertência do apóstolo Paulo a Timóteo, para que se guardasse de Alexandre, o latoeiro, devido aos males que este lhe causou (2 Tim 4:14). Da mesma forma hoje, devemos nos guardar de práticas que visam apenas trazer inquietação e jamais promovem o bem comum da Igreja.

Portanto, recomendamos à querida irmandade que evite o consumo desses conteúdos maldosos, que não trazem nenhuma edificação espiritual e, muitas vezes, apoiam-se em rumores sem fundamento (1Cor 15:33). É prudente resguardar nossos olhos e ouvidos daquilo que não provém da verdade e da caridade.

Ainda aproveitamos a oportunidade para esclarecer a importância de compreender a dinâmica das redes sociais: muitos canais utilizam títulos chamativos e capas de vídeos impactantes apenas para atrair a curiosidade. O objetivo, muitas vezes, é obter visualizações (cliques ou views), o que pode gerar monetização (ganhos financeiros) e lucro para quem publica, independentemente da veracidade do que é dito. Desta forma, a irmandade deve estar ciente de que o simples ato de clicar ou assistir, mesmo que por curiosidade, gera engajamento e incentiva a continuidade dessas publicações.

A recomendação é não acessar os canais com este tipo de conteúdo. Todavia, se involuntariamente acessar, para colaborar com um ambiente digital mais saudável, orientamos como proceder ao encontrar desinformação ou ofensas. As plataformas, como o YouTube, possuem ferramentas de segurança para sinalizar conteúdos impróprios. Ao identificar um vídeo com informações falsas ou ataques à honra, pode-se utilizar a opção de denúncia da plataforma, geralmente nos três pontinhos ou ícone de bandeira, selecionando opções como “Desinformação”, “Assédio” ou “Conteúdo enganoso”.

Ao receber links com esse teor, a recomendação é a cautela de não repassar e não compartilhar. Havendo dúvidas sobre qualquer assunto, deve-se buscar o ministério local para o esclarecimento correto. Essa ação técnica é importante, pois sinaliza para a plataforma que aquele conteúdo fere as diretrizes da comunidade e não deve ser recomendado a outras pessoas.

Agir assim demonstra zelo e prudência, evitando que informações equivocadas alcancem mais irmãos e irmãs, preservando a paz em nosso meio.

Outrossim, aconselhamos redobrada atenção com o uso de novas tecnologias, como a Inteligência Artificial (IA), para criar vídeos falsos (conhecidos como deepfakes), que simulam a imagem e a voz de pessoas reais, criando falas que nunca existiram, inclusive na transmissão dos cultos online, realizados aos domingos as 10h00 e quartas feiras as 15h00, a partir do salão de culto na Congregação do Brás, quando apresentam uma tela, pretensamente do culto em questão, porém, o que eles mostram nesses momentos são críticas à Palavra ou cultos já ocorridos anteriormente; o objetivo direto é o de criar arquivos para monetização (ganhos financeiros) desses canais e confundir a opinião pública. Por isso, diante de vídeos sensacionalistas, a prudência e a verificação dos fatos são indispensáveis. Diante do exposto, a Congregação Cristã no Brasil reafirma seu compromisso com a verdade e esclarece que não compactua com a disseminação de calúnias ou desinformação digital, práticas estas alheias à doutrina e à ordem.

Relembramos, por fim, que os canais legítimos para tratar de condutas ou dúvidas permanecem sendo o contato direto com o ministério local ou regional. A Igreja mantém suas portas abertas para ouvir e apurar, com justiça e imparcialidade, qualquer situação que exija correção, sempre à luz da Palavra de Deus.
 
Vossos irmãos em Cristo, 
 
Conselho dos Anciães Mais Antigos