RGE 2026 - Tópicos para o Ministério e Irmandade - Português
Ministério e Irmandade
Publicada em 05 de abril de 2026
91ª ASSEMBLEIA – 2026 – RESUMO DE ENSINAMENTOS
SÃO PAULO – 31 DE MARÇO A 05 DE ABRIL DE 2026
INICIARAM-SE ESTAS REUNIÕES EM NOME DO SENHOR JESUS
TÓPICOS DE ENSINAMENTOS PARA O MINISTÉRIO E IRMANDADE
Irm. 01 - GRAÇA DE DEUS E MISERICÓRDIA
Os cristãos são abençoados por Deus com duas naturezas distintas de favores: Misericórdia e Graça.
A misericórdia divina nos poupa do castigo que merecemos e a Graça divina nos oferece a salvação que não merecemos.
“Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)” (Ef 2:4 e 5)
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. (Rm 3:23)
Todo ser humano merecia o inferno como castigo pelos seus pecados, contudo, Deus enviou aqui na Terra o seu amado Filho, que por misericórdia, desviou a ira e o castigo eterno daqueles que creem n’Ele.
Todo o peso das nossas grandes culpas foi imputado unicamente sobre o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que foi torturado, massacrado pela dor e crucificado em nosso lugar; por esse ato, nos perdoou e nos justificou perante Deus.
Em outro gesto de amor supremo, Deus nos franqueou aquilo que não merecíamos, a entrada à Graça maravilhosa, justificando gratuitamente o cristão, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.
Essa graça divinal nos trouxe a salvação por meio da fé, e nos capacitou a vivenciar uma vida espiritual na condição de filhos de Deus, por adoção no Novo Testamento que foi consagrado com o sangue de Jesus Cristo na cruz.
Não alcançamos essa dispensação divina por mérito pessoal ou humano:
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus”. (Ef 2:8)
“Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo”. (Tt 3:5)
A Graça é muito mais do que somente o sagrado perdão sem o nosso merecimento, se constituindo numa soma de bênçãos, tais como: perdão, poder, virtude, dons e conhecimento celestial, advindos do Senhor Jesus e ministrados pelo Espírito Santo em nós.
Sendo, ao mesmo tempo o amor de Deus que salva os verdadeiros cristãos e os conserva em união consigo, capacitando-os a permanecerem fiéis e firmes na fé. A graça veio sobre todos os homens que verdadeiramente creem, para justificação de vida, devendo reinar nos cristãos pela justiça para a vida eterna.
Pela Graça, o Santo Espírito vivificante de Deus estabelece em nós: reino, governo, restauração, revelação, prodígio, justificação e sinais, por meio dos quais podemos servir a Deus com reverência e temor.
Ademais disso, a graça divinal fortalece os ministrantes da Palavra de Deus em seus ministérios, fortificando os seus corações e auxiliando-os a batalharem pela fé, como bem declarou o Apóstolo Paulo:
“...trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo”. (1Co 15:10)
Irm. 02 - ADORAÇÃO A DEUS
Sobre a adoração devida a Deus, Jesus disse:
“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (Jo 4:23)
O verdadeiro adorador tem sua vida focada na profunda reverência a Deus e a Jesus Cristo Seu filho, oferecendo-lhes constantemente louvor à Sua majestade divina pela sua magnificência.
Adorar não é simplesmente louvar, mas amar intensamente, sendo-Lhe grato em todo o viver.
A nossa ida à casa de oração, além do objetivo principal que é a adoração a Deus, também é o momento adequado para se ouvir a Sua Palavra.
Irm. 03 - A UNIDADE DO CORPO DE CRISTO
A Igreja de Deus é um corpo, cuja cabeça é Jesus Cristo. A vida e saúde desse corpo dependem da unidade de seus membros, que somos nós.
Um corpo saudável tem seus membros em perfeita harmonia. Para que possam viver em paz é necessário que haja plena comunhão entre seus membros, pois doutra maneira o corpo se torna enfermo na fé, surgindo mal-estar e indisposição para servir a Deus.
Uma pessoa que tem alguma enfermidade em algum órgão, ou membro de seu corpo, pode sentir desânimo e indisposição para viver. De igual modo, aqueles que possuem alguma deficiência espiritual podem experimentar desânimos em sua jornada na fé.
Irm. 04 - CUIDADOS COM A IGREJA DE CRISTO
É necessário cuidar para que nenhum membro sofra alguma enfermidade espiritual provocada por tratamentos inadequados, tanto no falar como na forma de se comunicar, antes se possa viver em paz.
O cuidado deve ser principalmente quanto à maneira de falar, pois pode ser que falando o que entristece um irmão, esse venha a adoecer na fé.
Há lugares onde a igreja local se acha enferma por causa de comunicações que agridem os ouvintes, tais como o emprego de palavras duras, ofensivas, humilhantes e que não edificam, antes afrontam as pessoas que querem se salvar.
Irm. 05 - CONVERSÃO GENUÍNA
A conversão da pessoa que creu e foi batizada aparece quando se tornou uma nova criatura, pois a velha criatura morreu e ressuscitou e agora, deve andar em uma nova vida, segundo a Palavra de Deus.
A pessoa que é de fato convertida, passa a viver em uma vida de entrega constante a Deus a fim de agradar-Lhe em todo o seu viver, procurando afastar-se das contaminações do mundo e apartando-se da iniquidade.
Nota-se que há uma grande contaminação pela iniquidade no meio do povo; por essa causa o amor se esfria e as virtudes de Deus desaparecem.
Há um entendimento em muitos de que as virtudes de Deus na igreja se mostram pela manifestação ruidosa de glorificações. De fato, é agradável ver o povo glorificar a Deus, cantar com alegria e manifestar durante o culto e principalmente na pregação da Palavra; condições propícias para que o pregador apresente o Evangelho genuíno e não, nessa alegria, oferecer facilidades em se salvar com pregações que provocam falsas expectativas no povo.
Sabemos que o exagero havido em alguns lugares levou o povo a um descontrole emocional que escandalizou os que vieram pela primeira vez em nosso meio.
O povo de Deus deve ter um comportamento ordeiro e ouvir em silêncio, como está escrito em Eclesiastes, capítulo 9, verso 17:
“As palavras dos sábios, devem em silêncio ser ouvidas, mais do que o clamor do que domina sobre os tolos.”
O clamor do que domina sobre o povo é a pregação que lhe é dirigida, que, não havendo a prudência pode-se errar, por cuja razão Paulo exortava os irmãos na 2ª Epístola aos Coríntios, no capítulo 4, verso 2 dizendo:
“Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.”
Irm. 06 - INIQUIDADE
Como disse Jesus:
“E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.” (Mt 24:11 e 12)
A iniquidade é pecado e esfria o amor do homem para com seus semelhantes e, principalmente para com Deus, fazendo-o afastar-se de Sua presença.
Dentre os males que definem a iniquidade, podemos citar alguns, quais sejam: maldade, arbitrariedade que prejudique alguém, injustiça, malevolência, parcialidade, tendenciosidade, ódio, inimizades, porfias e contendas.
Irm. 07 - CONSIDERAÇÕES SOBRE COMO SERVIR A DEUS MELHOR
Deve haver em nós sempre a indagação sobre quais as dificuldades que encontramos para servir melhor ao Senhor. No livro dos Salmos número 119, nos versos de 09 a 12 está escrito:
“Como purificará o mancebo o seu caminho? Observando-o conforme à tua palavra. De todo o meu coração te busquei: não me deixes desviar dos teus mandamentos. Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti. Bendito és tu, ó Senhor; ensina-me os teus estatutos.”
Para servir melhor ao Senhor é necessário vigiar sempre em todo o nosso viver, a fim de não permitir que nossos sentimentos dominem o nosso ser e as nossas obras sejam reprovadas por Deus.
Assim, é nosso dever buscar a consagração a Deus pela comunhão, oração e meditação na Sua Lei para alcançar o revestimento de Suas virtudes.
Irm. 08 - NECESSIDADE DO AUTOCONHECIMENTO
O autoconhecimento permite à pessoa conhecer suas emoções, tendências, anseios e objetivos à luz da Palavra de Deus.
É fundamental que cada um esteja atento à sua conduta, buscando constantemente conhecer-se, reconhecendo a necessidade de alcançar a sabedoria divina.
“Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.” (Tg 3:17)
Somente assim é possível crescer espiritualmente e evitar os tropeços que impedem o pleno desenvolvimento da fé e do conhecimento que agradam a Deus. Dessa maneira, permanecendo vigilantes e dedicados, abrimos espaço para que a transformação divina se realize de forma genuína em nossos corações, conduzindo-nos a uma vida que verdadeiramente honra a Deus.
“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábio a teus próprios olhos: teme ao Senhor e aparta-te do mal.” (Pv 3:5 a 7)
Irm. 09 - MELHOR CONHECER AS QUALIDADES DO QUE OS DEFEITOS ALHEIOS
É bom que conheçamos as boas obras e qualidades de nossos irmãos, pois isso é agradável a Deus. O conhecimento das boas ações e operações do efeito da Palavra na vida de nossos irmãos nos edificam.
“Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” (Pv 4:18)
Por isso, melhor é aceitar o que o Apóstolo escreveu aos irmãos hebreus:
“E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos à caridade e às boas obras”. (Hb 10:24)
Quando reparamos nos erros e defeitos em nossos irmãos, podemos nos tornar hipócritas, pois isso indica possuirmos uma trave em nossos olhos, e querendo tirar o argueiro dos olhos de nosso irmão, nos tornamos hipócritas. Assim finaliza o Senhor Jesus dizendo:
“Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.” (Mt 7:5)
Irm. 10 - OS EFEITOS DA MEDITAÇÃO NA PALAVRA
A meditação é uma das formas de exercício da fé e isso pode produzir em nós um maior aproveitamento do que lemos ou ouvimos. Meditar na Palavra é cultivar o fruto do Espírito.
Assim como a cultura de uma semente faz gerar uma nova planta, também a Palavra cultivada em nós germina e produz frutos para honra e glória a Deus e isso cumpre-se em nós como Davi fala do justo que tem prazer na Lei do Senhor e nela medita de dia e de noite.
Se sentirmos que nosso coração é uma boa terra, porque aceita a Palavra e recebe-A, poderemos produzir 30, 60 ou 100 por um, e isso depende da nossa dedicação à cultura da semente recebida que é a Palavra de Deus.
Paulo aconselhando a Timóteo ensinou-lhe dizendo:
“Medita estas coisas; ocupa-te nelas para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos.” (1Tm 4:15)
Irm. 11 - INTEGRIDADE PERANTE DEUS
A integridade faz com que a pessoa tenha consciência pura e genuína perante Deus, pois Ele conhece os seus pensamentos.
Uma consciência pura e limpa age na mente, antes de qualquer ação física, falada ou escrita.
Se ela estiver contaminada ou cauterizada, não tem poder de agir antes que se cometa alguma ação contrária à Palavra de Deus, pois não possui mais a sensibilidade para considerar o que vai dizer ou fazer.
A ação da consciência cristã, mesmo que a pessoa haja cometido um erro, faz considerar o que ocorreu e manifestar arrependimento para perdão.
Na Epístola aos Hebreus, no capítulo 10, versos 22 e 23 está escrito:
“Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu.”
Irm. 12 - OS SENTIDOS DE NOSSA CONSCIÊNCIA
Como fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, e consequentemente racionais, nos foi dada a consciência que é uma dádiva do Senhor. Ela pode ter três estágios que são: pura, contaminada ou cauterizada. A consciência pura permite que a pessoa tenha paz consigo e com os outros e, principalmente com Deus.
Quando ela está contaminada por algum ato ou ação que a pessoa comete, ela a acusa e a tranquilidade e paz terminam, deixando a pessoa em estado de verdadeiro incômodo.
Quando há a transgressão e a consciência reage, o transgressor deve imediatamente arrepender-se para evitar que haja um endurecimento dela.
É necessário que se admita seu próprio erro sem buscar auto justificação, pois esta atitude tornará sua consciência contaminada. Reconhecer erros rapidamente evita o endurecimento da consciência. O arrependimento restaura a comunhão com Deus.
A cauterização ocorre quando, por várias vezes, houve contaminação com justificativas próprias, permitindo que a pessoa esteja em paz quanto à prática do mal que sua consciência anteriormente condenava. Isto gera afastamento de Deus e só pode haver reaproximação por meio do arrependimento genuíno e perdão. Todos os que são usados por Deus devem ter uma pura consciência para que sejam vasos escolhidos para uso do Senhor.
Irm. 13 - A CONFORMAÇÃO COM O MUNDO
Conformar com o mundo é adotar o seu modo de vida e seus costumes. Por isso Jesus, orando em favor dos discípulos disse ao Pai:
“Não são do mundo, como eu do mundo não sou.” (Jo 17:16)
Disse também aos discípulos:
“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.” (1Jo 2:15 e 16)
Quando há a conformação com o mundo, surge o excesso de liberalidade, permitindo que haja um viver permissivo, dando lugar ao esfriamento espiritual e afastamento de Deus.
Ser amigo do mundo é tornar-se inimigo de Deus e o dever daqueles que creram no Senhor é manter-se Seu amigo em todo o tempo.
Irm. 14 - COMBATER O BOM COMBATE
O bom combate não diz respeito a superar somente as contrariedades, que temos em nosso redor, mas também pelos nossos sentimentos, imaginações e paixões que podem fazer-nos reféns e dependentes daquilo que almejamos, mas que desagrada a Deus.
O recurso que temos para combater é a armadura de Deus que nos protege e nos dá condições de vencer desde os nossos sentimentos até a maior fortaleza do adversário, que procura afastar-nos de Deus. Paulo falando aos filipenses disse:
“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Fp 4:7)
O próprio Senhor Jesus, quando sentiu fome ao final de seu jejum, foi tentado pelo adversário e o venceu, como também os discípulos que eram tentados, como Jesus disse a Pedro:
“Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos" (Lc 22:31 e 32)
Cirandar é testar a fé, como ocorre com os grãos na peneira, visando a separação entre Deus e os fiéis, destruindo sua fé, buscando revelar suas fraquezas. É conveniente que mantenhamos a nossa conversão a Deus todos os dias.
Irm. 15 - O SACRIFÍCIO VIVO DE NOSSO CORPO
Rogo-vos, pois, irmãos, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional, o que se faz de forma consciente, coerente e com pleno conhecimento.
O sacrifício vivo consiste em submeter a sua carne (vida terrena) à plena vontade de Deus, entregando-se a Ele com integridade para que seja santificado, condição única para ver a Sua face.
Não deve haver subterfúgios que justifiquem o não cumprimento da plena vontade de Deus, pois essa é a maneira sorrateira que nosso adversário usa para que não se cumpra o querer de Deus em nosso viver.
Quando Jesus falava aos discípulos sobre o fermento do fariseu, certamente dizia com respeito às formas usadas pelos fariseus, que com hipocrisia contaminavam os que criam no Senhor. A pessoa vive diante das contaminações que há no mundo, praticando um evangelho permissivo, tornando-se um cristão que rejeita a cruz de Cristo e não crucifica a sua natureza humana; que admite e concorda com o avanço do pecado em si, pela aceitação e conformismo, mesmo sabendo que isso não agrada a Deus.
Por isso Paulo rogava aos irmãos de Roma:
“Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Rm 12:1 e 2)
Irm. 16 - ESCLARECIMENTOS SOBRE CASAMENTO – INFIDELIDADE CONJUGAL – SEPARAÇÃO DE CASAIS (Repetição com complementação dos Tópicos 13, 14 e 15 da RGE de 2022)
Irm. 16.1 - CASAMENTO - A Palavra de Deus orienta o casamento – somente entre homem e mulher – para não serem contaminados pelo pecado (1Co 7:9). Quando consumado, o casamento deve ser mantido até a morte de uma das partes. Quem proceder diferente disto, incorre no que está instruído a seguir, em tópico próprio para o assunto.
Irm. 16.2 - SEPARAÇÃO OU DIVÓRCIO – Encontramos com muita clareza na Palavra de Deus que somente é tolerado ao homem ou a mulher, se separar – ou se divorciar – por motivo de adultério, ainda que isto não expresse a vontade do Senhor, conforme podemos ver no Evangelho reportado por Mateus, Capítulo 19, nos versos de 3 a 9:
“Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? Ele, porém, respondendo, disse-lhes; Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, E disse: Portanto deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto o que Deus ajuntou não o separe o homem. Disseram-lhe eles: Então por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la (divorciar)? Disse-lhes ele: Moisés por causa da dureza dos vossos corações vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim. Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar (divorciar de) sua mulher, não sendo por causa de prostituição (adultério e imoralidade sexual), e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério”.
Reiteramos que a doutrina acima citada se aplica tanto aos homens como às mulheres.
Irm. 16.3 - INFIDELIDADE CONJUGAL – O casamento torna o homem e a mulher uma só carne – ou um só corpo – perante Deus. Por essa razão, o casal deve, reciprocamente, respeito e amor mútuo entre si, não sendo admissíveis atos de agressões físicas ou psicológicas entre os cônjuges, considerando que essas práticas configuram uma modalidade de infidelidade conjugal, por descumprimento dos deveres impostos pela Palavra de Deus. Lembramos que o casal, tendo Cristo como cabeça, jamais poderá se dar a práticas de iniquidades, perversidades, malícias ou deslealdade um com o outro. Lembramos, ainda, que a infidelidade conjugal, não sendo por motivo de adultério, a Palavra de Deus não autoriza novas núpcias.
Portanto, apresentados, mais uma vez, os tópicos acima, que orientam e esclarecem, à luz da Palavra, com total objetividade, o que é casamento, separação ou divórcio e infidelidade conjugal, rogamos aos casais que, ao perceberem os mínimos sinais de intolerância entre ambos, procurem o Ministério da vossa comum Congregação para que sejam instruídos a tempo, evitando as consequências que ocorrem com a separação de casais, tais como a destruição das famílias e o distanciamento de pais com filhos. Aconselhamos aos casais que busquem preservar o amor que Cristo nos ensinou.
Irm. 17 - POLÍTICA (Repetição, com complemento, do Tópico 18, de 2022)
Não devemos votar em candidatos ou partidos políticos que neguem a existência de Deus ou princípios sagrados do Evangelho e cujos programas de governo sejam contrários aos valores e princípios cristãos, ou que proponham a desconstrução das famílias no modelo instruído na palavra de Deus, isto é, casamento entre homem e mulher.
Irm. 18 - GRUPO DE JOVENS E CARAVANAS – CUIDADO COM PERNOITES
O ajuntamento de jovens cristãos é muito salutar e agradável a Deus, pois além de fortalecer o convívio fraterno entre a mocidade, contribui ainda para estabelecer um ambiente espiritual bom para o crescimento mútuo entre os jovens.
Contudo, recomendamos aos jovens a tomarem certos cuidados importantes para que esses eventos não promovam um espaço de riscos espirituais, tampouco se configurem numa aparência que possa ser criticável, como está escrito:
“Abstende-vos de toda a aparência do mal.” (1Ts 5:22)
Preocupa sobremaneira o Ministério eventos tais como pernoites de grupo de jovens em acampamentos em chácaras, pousadas ou fazendas.
Definitivamente o Ministério não compactua em nenhuma hipótese com isso, pois mesmo que haja a presença de alguns pais ou irmãos do Ministério no local, a situação geral do grupo fica impossível de ser devidamente controlada no transcorrer da noite como convém a todo ajuntamento santo.
Outrossim, deslocamentos de grupos de irmãos a locais distantes, acarretam preocupação no corpo ministerial, devido aos graves riscos potenciais dessas viagens.
Temos uma recomendação antiga desencorajando a formação de caravanas a lugares com distâncias superiores a 100 km de sua origem.
Por isso amados, prestem atenção ao que nos ensina o livro dos Provérbios:
“O avisado vê o mal, e esconde-se; mas os simples passam e sofrem a pena”. (Pv 27:12)
Portanto, rogamos encarecidamente a estimada mocidade que evite esses tipos de eventos.
A Congregação Cristã no Brasil defende o Evangelho em sua pureza espiritual, não acrescentando atrativos a Palavra de Deus como forma de prender a irmandade a igreja.
Com toda a certeza, o evangelho de entretenimento não compõe nossa estrutura de ensino doutrinal. Lembremo-nos da exortação do apóstolo Paulo:
“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios...” (Ef 5:15)
Essa orientação não pretende jamais interferir na liberdade individual dos irmãos, senão unicamente em cumprir o nosso dever ministerial de atalaias, aconselhando e cuidando para que nenhum mal se infiltre entre a mocidade e nos traga grande prejuízo, como se acha escrito:
“Todo o prudente obra com conhecimento, mas o tolo espraia a sua loucura.” (Pv 13:16)
Irm. 19 - INTERNAÇÃO DE IDOSOS EM CASAS DE REPOUSO
Há casos de famílias que procuram os Diáconos para que a Obra da Piedade assuma a responsabilidade por essas internações. É obrigação da família cuidar de seus idosos.
A Palavra de Deus nos ensina:
“Honra a teu pai e a tua mãe que é o primeiro mandamento com promessa”. (Ef 6:2)
“Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família negou a fé, e é pior do que o infiel” (1Tm 5:8)
Também temos a Lei 10.741 de 01/10/2003 que diz ser obrigação da família assegurar ao idoso o direito de alimentação, cuidados pessoais, saúde, etc., mas se a família optar em interná-lo, deve assumir todos os respectivos gastos e compromissos.