Circular Nº 256

Batismo de pessoas homossexuais e ou que mantém relacionamento homoafetivo

Ministério e Irmandade

Publicada em 27 de maio de 2026

Caros irmãos,

A paz de Deus.

Todos os que vivem em sociedade estão sujeitos às regras, que são as leis, criadas pelos representantes dessa mesma sociedade – Poder Legislativo e Executivo. Assim, todo ato que não for proibido nas leis, os homens são livres para praticar e, por isso, respeitamos todos os padrões de vida das pessoas e não criticamos nem entramos no mérito da vida particular de ninguém, pois todos são livres para viver como assim desejar, dentro dos termos das leis.

Contudo, aqueles que pretendem herdar a vida eterna nos céus estão sujeitos às regras ditadas pelo Senhor Nosso Deus e, cremos que estas regras – mandamentos –  estão na Bíblia Sagrada; nas Congregações Cristãs, procuramos ensinar esses mandamentos espirituais, pregando os valores cristãos básicos.

Nos serviços de batismos são sempre relembrados tais mandamentos a fim de que ninguém  se sinta constrangido posteriormente, face à doutrina que professamos.

“Conforme escrito em Atos dos Apóstolos capítulos 15:28 e 29, 16:4 e 21:25, nós cremos na necessidade de nos abster das coisas sacrificadas aos ídolos, que são coisas oferecidas em rituais religiosos idólatras, as quais não devemos comer nem usar objetos de uso pessoal procedentes desses rituais. Não devemos comer o sangue de animais, nem alimentos feitos com sangue. Não devemos comer carne de animais que são sufocados, isto é, que foram mortos sem sair o sangue de seu corpo. Não podemos cometer a fornicação, a qual é toda conjunção carnal entre solteiros, viúvos, divorciados ou fora do único modelo de casamento instituído por Deus que é entre homem e mulher, conforme a Lei Civil, não podendo ser por contrato ou união estável.Também não devem ser batizadas crianças menores de 12 anos, a não ser que tenham recebido o dom de novas línguas.” (Texto que todo o Ministério é instruido a ler, após a Palavra e antes do encerramento, nos serviços de batismos)

Continuando em nosso dever de prestar esclarecimentos à irmandade, segue que a Bíblia nos ensina a:

“...nos abster das coisas sacrificadas aos ídolos, da carne sufocada, do sangue e da fornicação”. (At 15:29)

...e de toda prática que se revele contrária à figura do homem espiritual formado em Cristo Jesus, que é o modelo.

Também, a Bíblia nos ensina, que a constituição da família cristã se originará exclusivamente da união das figuras de um homem e de uma mulher (união heterossexual), cujo casamento deverá ser monogâmico, devendo persistir essa união por toda a vida do casal, conforme determinação da palavra de Deus, quando Jesus, procurado pelos fariseus, tentando-O diziam-lhe:

“...É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?...Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez... Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não serão mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mt 19:3 a 6)

Quanto às questões homoafetivas, sem embargo da liberdade legal que cada um tem para ordenar seu viver, ressaltamos nosso entender de que a palavra de Deus nos orienta de uma maneira clara e direta nas epístolas do Apóstolo Paulo destinadas aos Coríntios e a Timóteo, onde a desaprovação divina a esse tipo de relacionamento é cristalina e inequívoca. Por isso, adverte a Sagrada Escritura:

“Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas… herdarão o reino de Deus.” (1Co 6:10)

“A lei não é feita para o justo, mas para os transgressores… para os impuros, para os sodomitas…” (1Tm 1:9 e 10)

Podemos comprovar essa disciplina doutrinal também pela leitura da carta aos Romanos, Capítulo 1, versos de 26 a 28:

“Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm...”

Todos são livres nos termos da lei terrena, mas quem pretender ser, além de cidadão do País em que reside, também cidadão dos céus, cremos que deve se sujeitar às Leis Divinas constantes da Bíblia Sagrada, que não admite diversos comportamentos, dentre os quais, a prática homossexual, tendo todos os que erram o direito ao arrependimento e buscar a misericórdia e o perdão de Deus, cuja grandeza não podem os homens mensurar.

Porquanto, se lê:

“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Rm 5:8)

Considerando-se que o ingresso na nossa comunidade cristã é um ato de livre escolha, as pessoas com orientação homoafetiva que desejarem se batizar entre nós são muito bem-vindas, entretanto, devem se consultar antes se estão dispostas a renunciar as práticas homossexuais, pedindo ajuda a Deus, com vista a alcançarem interferência divina, a fim de reprimirem em si mesmos tal inclinação sexual. Quanto aos integrantes do Ministério ou que exerçam Cargos e Funções, devem zelar por sua aplicação; o descumprimento dos pontos doutrinais aqui descritos, caracterizam definitiva impossibilidade ao exercício dos mesmos.

Vossos irmãos em Cristo,

 

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